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Johnny Alf em cifras

O cantor e compositor Johnny Alf, que morreu no último dia 4, vítima de um câncer, deixou uma obra ímpar, marcada por sucessos consagrados como Eu e a Brisa, Rapaz de Bem, dentre outras pérolas da MPB. Em artigo que será publicado na edição do Caderno 2+ de amanhã, o músico Paulo Levita analisa a importância de Alf para a surgimento da bossa nova.
Ele também preparou, para o leitor interessado, a letra e a harmonia cifrada de Eu e a Brisa, que segue abaixo. Confira também um vídeo de 2005 no qual Alf interpreta Rapaz de Bem, um de seus sucessos.

EU E A BRISA
F7+ Gm7/5- F7+

AH! SE A JUVENTUDE QUE ESTA BRISA CANTA

Cm7 F7/9- A#7+

FICASSE AQUI COMIGO MAIS UM POUCO

Dm7 G7/9- C7+

EU PODERIA ESQUECER A DOR

Gm7 F7+

DE SER TÃO SÓ PRA SER UM SONHO

Gm7/5- F7+

DAI ENTÃO QUEM SABE ALGUÉM CHEGASSE

Cm7 F7/9- A#7+

BUSCANDO UM SONHO EM FORMA DE DESEJO

Dm7 G7/9- Em7 Am7/9 Am Am7+ Am

FELICIDADE ENTÃO PRA NÓS SERIA

F7+ Bm7 E7 Am Am/G

E, DEPOIS QUE A TARDE NOS TROUXESSE A LUA

Am/F# B7/9+ Em Em7

SE O AMOR CHEGASSE EU NÃO RESISTIRIA

C#5-/7 F#7 Bm7 Bm/A G7 C7

E A MADRUGADA ACALENTARIA A NOSSA PAZ

F7+ Gm7/5- F7+

FICA,OH BRISA FICA POIS TALVEZ QUEM SABE

Cm7 F7/9- A#7+

O INESPERADO FACA UMA SURPRESA

Dm7 G7/9- C7+

E TRAGA ALGUÉM QUE QUEIRA TE ESCUTAR

Gm7 F7+

E JUNTO A MIM, QUEIRA FICAR

Grupo de rock norte-americano se apresenta amanhã em Vitória da Conquista

Cristiano Anunciação, de A TARDE

Quem pensa que a Bahia curte apenas axé music, se engana. No interior do Estado tem uma cidade que abre espaço para outros estilos musicais. Esse lugar é Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador), situada no sudoeste baiano, que chega a ser conhecida como a cidade do rock no interior. Um exemplo disso é a realização anual do Festival de Inverno e o crescimento na produção musical dos grupos locais de pop rock.

A banda norte-americana de hardcore War Cry se apresenta hoje à noite, a partir das 19 horas no Teatro Municipal Carlos Jehovah, Centro da cidade. O show faz parte da primeira turnê brasileira que conta com 15 apresentações. O grupo americano, surgido na cidade de Portland, em Oregon (EUA), possui integrantes que também tocam em outras bandas como Tragedy e Hellshock.

Juntamente com o War Cry, se apresenta a banda punk conquistense Cama de Jornal. Referência do estilo no Estado, o grupo local já lançou quatro álbuns completos e contabiliza duas apresentações no Palco do Rock, no Carnaval de Salvador, além de uma mini-turnê com a banda de punk rock paulista Cólera.

Segundo o produtor do evento, Gilmar Dantas, a vinda do War Cry deve incluir Conquista nas turnês de outras atrações internacionais. O show é organizado pela produtora local Caso à Parte Eventos com o apoio do Coletivo Suíça Bahiana, um grupo alternativo da cidade ligado a cultura. Os ingressos custam R$ 5 e ainda estão à venda no local do show.

Coldplay equilibra a balança entre o rock vigoroso e as baladas melódicas em show em São Paulo

Antonio Pita, de A TARDE

Às 21h45, Coldplay subiu ao palco no estádio do Morumbi, em uma noite cinzenta e fria da capital paulista cujos termômetros mais otimistas marcavam 16º. Mas a chuva esperada por muitos não apareceu e o frio não foi suficiente para impedir os cerca de 60 mil fãs da banda de vibrar e cantar com os músicos em todas as músicas do show.

Na plateia, um público formado, em grande parte, por adolescentes histéricos, que quereriam ver e cantar com o Coldplay os sucessos do último disco, Viva La Vida ou Death and All His Friends, que vendeu 8 milhões de cópias e consagrou a banda. Mas também muitos adultos indies e quarentões que esperavam pela pegada mais melancólica e intimista dos três primeiros albums do grupo. Esses podem ter saído decepcionados.

A megaestrutura montada para o show – que teve desde fogos de artifício, chuvas de papel picado e grandes telões – favoreceu aqueles novos fãs com sede de espetáculo grandioso. E foi o que se viu durante as duas horas de show, numa performance vigorosa da banda, com destaque para o baterista Will Champion, e para o líder Chris Martin, extasiado com o público. “Não há melhor jeito de comemorar o seu aniversário do que tocando com 60 mil brasileirosâ€, declarou o líder do grupo, após ter sido saudado pela galera com um “parabéns pra vocêâ€, puxado no violão pelo baterista.

Coldplay seguiu a risca o roteiro do show, também visto pelos brasileiros no domingo, no Rio de Janeiro. Para começar, a instrumental Life In Technicolor e Violet Hill, ambas do álbum mais recente. E logo em seguida, uma sequência de grandes sucessos, como Clocks, In My Place e Yellow, nas quais o grupo mostra sua força e consegue, de fato, empolgar a galera.

Mas as músicas novas são a base do show, que tem ainda Cemeteries of London, Lost!, 42 e Strawberry Swing, uma das mais queridas do público, que teve uma versão apagada. É mesmo quando toca os antigos sucessos que o Coldplay se entrega e emociona o público, como em Fix You e Hardest Part. O grupo também tocou Postcards From Far Away, que antecedeu o grande hit Viva la Vida, cantada por todos, mesmo após o final da execução. “Uau! Fantásticoâ€, exaltava Chris Martin.

Em dois momentos, os integrantes da banda saem do palco central e se dirigem a duas plataformas armadas no meio do público, em uma tentativa de retomar o clima intimista da banda. Eles tocam o sucesso God Put A Smile Upon Your Face/ Talk , mas o arranjo com uma batida eletrônica desencanta alguns fãs. Também Shiver, que ganhou versão acústica só em violões e um pandeiro, decepciona. A faixa evidenciou os problemas de som do show e a produção chegou a ser vaiada. Em diversos momentos o público das arquibancadas pediu, em coro, para que o volume do som fosse aumentado.

As vaias logo são esquecidas quando, já no palco principal, os caras retomam o som imponente com Politik e Lovers in Japan, com direito à chuva de papel picado em forma de borboletas fluorecentes. O efeito traz um belo colorido à noite cinza de São Paulo, e o público vai ao delírio. Por fim, Death And All His Friends, e no bis, como não poderia faltar, The Cientist.

Convencidos de que o show tinha, de fato, terminado, os fãs deixam o estádio entoando o canto de Viva La Vida, extasiados. Muitos não resistem, e levam de souvernir algumas das milhares de borboletas que coloriram a noite. Ao que parece, Coldplay conseguiu equilibrar a balança entre o rock vigoroso e as baladas melódicas, entre pop e indie, entre adolescentes e quarentões.

Trabalho final de curso vira video de arte

A Brief History of Pretty Much Everything é um stop motion do usuário do You Tube DispleasedEskimo. O trabalho final do seu curso de arte é este vídeo que conta em desenhos “uma breve história de quase tudo“ (tradução livre) em 2100 páginas.

Veja aqui.

Uma palhinha com Rômulo Fróes

Um novo nome no cenário da Música Popular Brasileira, Rômulo Fróes é uma referência a ser anotada. Confira um pouco do trabalho deste cantor e compositor paulistano, filho de baiano, nesta dobradinha com Mariana Aydar, uma outra revelaçao da nova geração de cantoras brasileiras. Amanhã, leia matéria sobre este artista que desponta no cenário musical, no Caderno 2+, do Jornal A TARDE.

Herbie Hancock lança em junho CD com participação da cantora brasileira Céu

 

O jazzista americano Herbie Hancock marcou para o dia 22 de junho o lançamento do álbum The Imagine Project, que gravou com músicos de várias partes do mundo. Entre eles, a cantora brasileira Céu, com quem registrou uma faixa em São Paulo, em outubro de 2009. Em seguida, ele inicia uma extensa turnê mundial que já tem confirmadas as datas de 24 de junho, no Carnegie Hall, em Nova York, e 1º de setembro, no Hollywood Bowl, em Los Angeles.

O disco, que será lançado pelo selo do próprio pianista, o Hancock Records, faz parte de um projeto multimídia de homenagem à cantora Joni Mitchell que incluiu o CD River: The Joni Letters, pelo qual o músico ganhou o Grammy de Melhor Ãlbum do ano, em 2008.

Para gravar The Imagine Project, Hancock visitou o local de origem de seus vários convidados, acompanhado pelas câmeras do documentarista Alex Gibney (de Um Trem Para a Escuridão). A lista inclui a cantora pop Pink, o guitarrista inglês Jeff Beck, o americano Dave Matthews, o grupo irlandês The Chieftains, o roqueiro colombiano Juanes e a citarista indiana Anoushka Shankar.

Participaram também das gravações nomes como Seal, Wayne Shorter, Chaka Khan e os blueseiros Derek Trucks e Susan Tedeschi.

Para gravar com Céu, no estúdio paulistano NaCena, Hancock contou com os músicos Curumin, na bateria, Lucas Martins, no baixo, e Rogério Campos, na percussão. No álbum River: The Joni Letters, que reuniu também grandes estrelas convidadas – entre elas, Tina Turner, Norah Jones e a própria Joni Mitchell –, o pianista já havia contato com outra brasileira, a cantora Luciana Souza, radicada nos Estados Unidos.

Vanessa da Mata, Mariana Aydar, D. Ivone Lara e Mallu Magalhães juntas na Concha Acústica do TCA

Vanessa da Mata será a anfitriã do projeto Mulheres Brasileiras

Vanessa da Mata será a anfitriã do projeto Mulheres Brasileiras

Salvador será a primeira de seis cidades a receber o projeto Mulheres Brasileiras, parceria da Sky (Multishow) e a Planmusic, com produção da Palco Produções (Yeda e Adailto Almeida). Capitaneado por Vanessa da Mata, o show, que acontece dia 20 de março, a partir das 19 horas, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, terá a cantora e compositora mato-grossense como anfitriã e convidadas especiais diferentes em cada local.

Na Bahia ela recebe no palco as cantoras Mariana Aydar, D. Ivone Lara e Mallu Magalhães, fazendo duetos, solos e músicas em grupo. Depois de Salvador serão realizados shows em Porto Alegre (RS), dia 25/3; Brasília (DF), dia 9/4; Belo Horizonte (MG), dia 20/4;  São Paulo (SP), 30/4;  e Rio de Janeiro (RJ), dia 7/5.

Os ingressos para Salvador começam a ser vendidos na próxima sexta-feira (dia 5/3) ao preço de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Ainda não estão definidas todas as convidadas, mas é certo que em Belo Horizonte as participações sejam de Fernanda Takai e Maria Gadú. O encerramento do projeto será no Rio de Janeiro, quando será gravado um especial para o canal fechado Multishow.

Thom Yorke anuncia nome da superbanda

Na onda de junções de grupos ou reuniões de grandes artistas em projetos paralelos aos oficiais, Thom Yorke, o líder do britânico Radiohead, anunciou no site ofcial do próprio Radiohead o nome da sua nova banda. Atoms For Peace (Ãtomos Para a Paz) será formada pelo baixista Flea (Red Hot Chili Peppers), pelo baterista Joey Waronker (R.E.M.), o percussionista brasileiro Mauro Refosco (Forro in the Dar) e o produtor Nigel Godrich.

“it has been decided that we call ourselves Atoms For Peace. hope you like the name. it seemed bleedin’ obvious (Decidimos que nos chamaremos Atoms For Peace. Espero que gostem do nome. Me pareceu demasiado óbvio)”, escreveu.

O grupo já tem shows marcados para abril nos Estados Unidos, um deles no tradicional festival Coachella, que acontece na Califórnia, em 18 de abril.

Veja o grupo em ação no ano passado, tocando Black Swan e Cymbal Rush, quando ainda não tinha nome:

NME Awards consagra o grupo Muse

O grupo britânico Muse foi o vencedor dos principais prêmios do NME Awards, concedidos pelo semanário New Musical Express aos melhores da música pop na Inglaterra. Na cerimônia realizada na noite de quarta-feira em Londres, o Muse levou os troféus de Melhor Banda Britânica e Melhor Site, enquanto o vocalista Matthew Bellamy foi eleito o homem mais bonito em 2009. O prêmio de Melhor Ãlbum ficou com o Kasabian, por West Ryder Pauper Lunatic Asylum, que também levou o de Melhor Capa.

Estrela pop do momento, Lady Gaga ganhou dois prêmios no mínimo contraditórios: os de artista mais bem vestida e de artista mais mal vestida do ano. O show do Blur no Hyde Park foi considerado o evento do ano, enquanto o canadense Arcade Fire levou o troféu de Melhor Grupo ao Vivo.  O Paramore foi eleito a Melhor Banda Internacional.

Entre os prêmios especiais, o cantor e guitarrista Paul Weller foi homenageado como Gênio Musical e o grupo The Specials foi lembrado pela grande contribuição para a música. Confira a lista dos premiados:
Gênio musical – Paul Weller
Grande contribuição para a música – The Specials
Melhor banda britânica – Muse
Melhor banda internacional – Paramore
Melhor artista solo – Jamie T
Banda revelação – Bombay Bicycle Club
Melhor banda ao vivo – Arctic Monkeys
Melhor álbum – Kasabian – West Ryder Pauper Lunatic Asylum
Melhor faixa – The Big Pink – Dominos
Melhor vídeo – Biffy Clyro – The captain
Melhor evento – Blur, Hyde Park
Melhor festival – Glastonbury Festival
Melhor programa de TV – The inbetweeners
Melhor filme – Bastardos inglórios
Melhor música para a pista de dança – La Roux – In for the kill (Skream remix)
Melhor DVD – The Mighty Boosh Live – Future sailors tour
Herói do ano – Rage Against The Machine
Vilão do ano – Kanye West
Mais bem vestida – Lady Gaga
Mais mal vestida – Lady Gaga
Pior álbum – Jonas Brothers – Lines, vines and trying times
Pior banda – JLS
Homem mais bonito – Matt Bellamy
Mulher mais bonita – Karen O
Melhor site – Muse.mu
Melhor capa de disco – Kasabian – West Ryder Pauper Lunatic Asylum
Melhor blog de banda – Radiohead (Radiohead.com/deadairspace)
Prêmio ‘Agradando os fãs” – Caça-ao-tesouro de ingressos de Lily Allen no Twitter
Prêmio Radar Phillip Hall – The Drums

Peter Gabriel lança álbum de covers

O cantor Peter Gabriel está de volta ao disco depois de oito anos, desta vez com um álbum de covers, batizado de Scratch my Back. Produzido por Bob Ezrin, o homem por trás do jogo de imagens de Alice Cooper e Kiss, e arranjado por John Metcalfe, o CD reúne 12 canções de nomes consagrados do pop rock, orquestradas com sopros e cordas, além do piano pilotado pelo próprio Gabriel.

Eclético, o repertório vai de Heroes, clássico setentista de David Bowie, a Street Spirit (Fade Out), do moderno Radiohead. No meio do sanduíche de versões entram criações de dinossauros de estilos variados, como Lou Reed (The Power Of The Heart), Paul Simon (The Boy In The Bubble), Neil Young (Philadelphia), Kinks (Waterloo Sunset), Randy Newman (Think It’s Going to Rain Today) e os Talking Heads (Listening Wind), e de nomes de cenas mais recentes do rock, como Arcade Fire (My Body Is A Cage), Regina Spektor (Après Moi), Magnetic Fields (The Book Of Love), Bon Iver (Flume) e Elbow (Mirrorball).